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A Escola de Artes Mágikas e Divinatórias, funciona desde 1984, administrando cursos de Introdução à religião Wicca, Ocultismo, Paganismo, Runas, Cristais,Tarot, Baralho Lenormand (Cigano), Baralhos Espanhol, Dados, Magia Cigana, Introdução à Cabala, Introdução à Magia de Pós e Ervas; Perfumes e Unguentos, Feitiçaria Moderna.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

CANALIZAÇÃO DE ESPÍRITOS NA UMBANDA I E II


Oi, pessoal, nesta minha longa jornada de vida, passei por mil estradas e caminhos. Na minha época no Brasil, os caminhos mágikos eram o Ocultismo e as linhas afro-brasileira. No exterior as abordagens eram outras. Então, passar conhecimento até aonde possa ser passado sem uma Iniciação, eu passo. Este é o lema da EAM. 
Este vídeo é informal, com direitos a bocejos, tudo de uma forma bem espontânea, espero que possam apreciar, virá o terceiro vídeo abordando aina canalização de Espíritos.
Um beijo.
A Senhora Alana Morgana, a Bruxa.










segunda-feira, 27 de novembro de 2017

INICIAÇÃO, o que É?

 A INICIAÇÃO é a passagens, mais proeminente de quem está estudando Magia ou Bruxaria. É um novo nascimento, aonde você passará de um Mundo Profano, para o Sagrado. 

"Mundo Profano" são os turbilhões da vida diária, aonde temos que correr para ganhar o nosso ganha pão; satisfazer nossos ideais de vida, ter nosso dia-a-dia repleto de noções e lições de sobrevivência no mundo caótico. este é o Mundo Profano, ligado ao dia-a-dia.
  "Mundo Espiritual", é o que está dentro de nós, refletindo para fora de nós mesmos. É a consciência de que uma divindade se harmoniza com o Universo e conosco. Assim depois as crenças se dividem, se multiplicam e se transformam. Mas o que falamos é sobre a INICIAÇÃO ao mundo Espiritual, dentro de uma Ordem, Tradição, ou Religiões ou Escolas de Mistério, como a Wicca, Candomblé, Católicos (padres, freiras), a EAM- Escola de Artes Mágikas, etc. Ela é traduzida como um ritual de Mistérios, tendo cada uma seu rito próprio e suas características. São literalmente fechadas, com seus membros, variando com o Grau a que pertencem, podem assistir. Então se tornará uma ligação eterna. O Iniciado com aquela Escola de Mistérios, Ordem, Tradição, etc. Um pacto é selado e deverá ser respeitado. A falta de cumprimento aos juramentos prestados, geralmente causa dor a que os quebra e muitos dissabores. O respeito aos que os Iniciaram é fundamental. Não subserviência, mas respeito e consideração que o discípulo deve ter a Mestra ou Mestre que os ensina. Saibam que o Amor é a base de tudo que existe junto com o respeito. 
Nos dias atuais isso vem sendo desvalorizado com o comercial e aos ensinamentos de mistérios, antes fechados, atualmente são profanados e jogados ao público comum. 
Guardiões: Os Guardiões são fundamentais neste processo:
Há seus guardiões e egrégoras que pertencem aquele local, que protegem e orientam e que vão de encontro aqueles que difamam e não repeitam as leis que rege aquela Iniciação ou seu Iniciador; por isso que muitas pessoas se perdem, por não entender esse momento tão mágiko, caem no seu próprio umbral.
E quando a pessoa desiste?
Há esta opção, porém muito infeliz, pois pra isso é perguntado antes. Porém, de qualquer modo, o compromisso é desfeito, e aquela egrégora já não protege mais. E fica uma fenda em sua vida, como um copo de cristal rachado. Sua vida não é mais a mesma....
Por isso, se deve  lembrar que uma Iniciação é uma grande responsabilidade e um compromisso que dura eternamente, não é uma brincadeira... "Há mais mistérios entre o céus e a terra, do que a nossa vã filosofia".


   

sábado, 25 de novembro de 2017

Dionísio e Pan, Deuses Incompreendidos

 Em parceria com a Tradição Athena Pronaia, a EAM- Escola de Artes Mágikas Divinatórias Alana Morgana, fundada em 1984, homenageia neste mês de Dezembro os Deuses Dionísio e Pan. Dois Deuses bastante incompreendidos. Considerado com o Deus da Loucura, Ele é um Deus de muitas Virtudes. Um de seus epítetos ou qualidades é do Iatros, o Curador; Hugiates, o Dispensador de Saúde! Ele cura as pessoas que nele têm sua fé; Anthios, o Deus de Todas as Coisas Florescentes; Soter, O Salvador! Arreto, o Inefável, entre outros epítetos aonde este Deus têm seu imenso Poder, inclusive de enlouquecer. Mas Deuses Poderosos são assim mesmo!
Pã ou Pan, metade bode e parte com rosto humano, Pan, com seu grito aterrorizante, faz tremer os inimigos!
O termo "pânico" vem Dele. Ele é Megas, o Grande! Ele é Litêrius, o que liberta!
Deuses de grande poder, só lembrado nos seus rituais orgiásticos, mas vamos lembrar que o vinho, em grande parte é um libertador e também um enlouquecedor, dependendo de quem  faz uso!
Ele rege a mente, a cabeça humana, nada mais lógico que seu poder possa inebriar as pessoas, como também alertar de seus perigos.
  A vida humana sempre foi cercada de loucuras e insanidades, provocadas por seus próprios atos, assim como as raras virtudes que se pode lutar diariamente, para se conduzir com ombridade. Vivemos em cada parte do planeta, regidos por leis, sistemas, ordens sociais, egocentrismos, etnocentrismos e muitos centrismos...Culturalmente, o planeta como é lógico,  no passado e hoje, sempre se mesclou. Intolerâncias, religiosas, qual o deus ou deuses mais fortes, sempre existiu. Acabava uma guerra e o outro deus do perdedor caia e ia sendo substituído por outro ou então acrescentava os atributos do outro.
    Dionísio, nunca esquecido, sempre lembrado, mas sempre por seu lado mais humano, aonde brinca com os sentimentos frágeis e o comportamento inócuo do ser humano.
Pan, por sua força de mostrar os instintos dos seres humanos, a parte animalesca e sexual, assim como Diônisios. O Falo é um dos Seus símbolos... Ele é o Senhor de Todas as coisas Florescentes, Ele é o Inefável! Ele é o Salvador!

               Khaire, Diônisios e Pan! Que os Senhores tragam lucidez aos que lhe amam! Que Suas Glórias para sempre Eternas, nos abençoe!
Blessed Be!
Alana Morgana
Senhora, Suma Sacerdotisa, Matriarca e Eldery na Tradição Athena Pronaia (2005)
Fundadora da EAM (1984)





sábado, 11 de novembro de 2017

Prece do Faraó Akhenaton ao Deus Sol Aton

            Prece do Faraó Akhenaton ao Deus Sol, Aton
“Grande Hino a Áton”, inspiração indireta do Salmo 104.




Ó Criador de Toda a Vida,
que apareces na Perfeição da Tua Beleza,
Quão múltiplas são as Tuas obras.
Ó Deus Único, Senhor de toda a Eternidade!
Do Teu Espírito emanam todas as criaturas!
Só o Teu Amor, a Tua Bondade, governam todas as coisas.
Na Natureza estão os Teus Pensamentos,
Pois Tu estás na folha da grama,
no grão de areia,
no raio de luz que flutua no céu,
Assim como no Todo sem fronteiras!
Ó Tu que vives eternamente:
Aspiro novamente o doce aroma
que vem da Tua boca,
Dia após dia, o meu coração
contempla a Tua Beleza.
Tenho desejo incontidos de
novamente ouvir a Tua meiga Voz
e necessito, com todas as forças do meu ser,
que os meus passos sejam guiados
pela beleza da Tua Imorredoura Luz!
Ó Tu que planas acima de todos os firmamentos:
Dá-me as Tuas mãos,
que sustentam o teu Espírito
Que eu possa recebê-Lo
e viver somente por intermédio Dele;
Lembrar Teu nome,
Por toda a Eternidade,
Pois Ele não perecerá jamais!
Faraó Akhenaton – XVIII Dinastia Egípcia – 1365 A.C.





quarta-feira, 4 de outubro de 2017

LUTA APÓS CAMINHADA


Abençoadas (os) Sejamos!

               Brasil, pátria amada e tão injustamente depredada pelos seus próprios governantes!
Somos composto de pessoas, indivíduos que não têm conhecimento real do que acontece em seu país, pois não sabem o que é um país, não sabem que são indivíduos, não têm consciência de seu poder de revolução, de mudanças, de lutar por seus direitos. Nem sabem o que são direitos! Tem gente, mesmo nos centros urbanos, que não sabem para que serve uma carteira de trabalho! Fiquem pasmos!
                 No momento, a luta contra a intolerância religiosa, traz ao nosso palco o movimento das religiões afro-brasileira. Sabemos que o nosso país a nossa população é composta de negros, mestiços. Índios? Foram dizimados! Portanto, a mistura colorida e bonita de raças, pois aqui vieram trabalhar junto com o povo escravo. Eram escravos brancos e negros e com isso a Religião de origem afro, passou a reinar e também a ser descriminada desde tempos imemoriais no Brasil. Com isso, as pessoas dessa religião, que são a maioria neste país, estão sendo expostas a situações de violências e opressão. Além de terem os seus templos quebrados e sofrendo ofensas, ficam coagidos em praticar a religião. Felizmente a consciência de seus direitos, em emergido e a luta continua.
Cada ano que passa há estas caminhadas, ela já aconteceu e a temática continua! Vemos o país contaminado por políticos reacionários que querem impor leis que ferem as leis do Estado, Repetindo! O Brasil é laico! A LUTA NÃO É SÓ CAMINHADA E DAR CONTINUIDADE!

               A Bruxaria, o Paganismo é também descriminada, vista como "coisa do diabo", assim como as religiões afro, e agregada a outras religiões que são de "pouca visibilidade", com crenças diversas, que se uniram para reivindicar os seus direitos de poder manifestar a sua religiosidade sem ser  violentado . A Religião Wicca no Brasil tem como representação a UWB que se junta as outras religiões com seus representantes, trabalhando para a conscientização política religiosa do país, lutando pelos direitos. Nosso país é laico, logo, todas as religiões podem ter seus espaço e cultuar o que acreditar. A Wicca tem a Deusa Mãe , como a força primordial; os hindus Brahma; Candomblé, Odudua e Obatala; indígenas Tupã e assim por diante... O que posso entender que uma Força Superior rege e que cada religião denomina no que acreditar ou não. Pode ser ateu, não acreditar em nada!

Infelizmente, nosso país é chacota mundial em todos os aspectos. Portanto, continuar na luta PÓS CAMINHADA se faz necessário. A continuidade da luta é importante para não acabar em pizza, como sempre!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Anjos e Demônios na Wicca


Pessoal, este texto é excelente! Leiam. Quem escreveu foi a Bruxa Dayne Anglius.

Gostaria de comentar sobre o porquê de muitos "wiccanos tradicionais" definirem que não existem anjos ou demônios na Wicca. Peço pra que cada pessoa que estiver lendo, esqueça nesse momento, a doutrina que faz parte ou a ideia que possui sobre anjos e demônios e analise um pouco da história das terminologias e também dos seres elementais/espirituais que os anjos e os demônios  representaram e representam para a história das civilizações.

Nem todo mundo sabe, mas os seres mensageiros - hoje conhecidos como anjos -, existem a muitos e muitos anos. Eles são anteriores ao Cristianismo e Judaísmo. Os Angeolos (grego) ou Ângelus (Latim), eram seres elementais que possuíam a capacidade de vagar entre os planos e eram tão “puros” em sua estrutura, que compreendiam qualquer linguagem, inclusive a dos Deuses - sendo muitas vezes considerados Deuses “menores” ou Gênios.
Entre alguns povos os Angeolos assim como os Manes (Daimon), existiam não somente no meio externo, mas também dentro de nós seres humanos. Para Sócrates, “Daimon é a parte incorruptível do homem, o verdadeiro homem interno, a alma espiritual”. Por isso os homens eram capazes de se comunicar com os Deuses e também com seres caóticos.
É interessante mostrar que para esses povos, os Angelos e os Manes (Daimon) não eram seres distintos, eram, na verdade, os mesmos seres, apenas com nomes diferentes. Isso porque para os pagãos a ideia de Bem e Mal não existia, os Angeolos (Daimon) eram seres “puros”, ou seja, não se ligavam nem ao bem nem ao mal e faziam precisavam fazer, sem se importarem se os homens aceitariam tais ações. O "certo" para eles era fazer o que precisava ser feito.

Esses seres eram normalmente “vistos” com asas, pois como sabemos, as mensagens eram passadas pelo Ar por de corujas, águias e pombos. Naquela época o Deus mensageiro Hermes era sempre caracterizado com um capacete com asas e calçando uma sandália alada. Por essa razão os Angelos e os Manes (plural de Daimon) eram sempre caracterizados como seres alados. Segundo Hermes os Manes eram espíritos guardiões da raça humana; “aqueles que moram na proximidade dos imortais, e daí velam pelos assuntos humanos”.

Agora saindo dos povos gregos, vamos aos povos do oriente, de onde os Hebreus roubaram a terminologia Elohim, que atualmente muitos pagãos usam como referência aos Angelos.
O termo “El” para designar Deus, vem dos Cananeus, povos semitas da Fenícia e da Palestina, cuja civilização foi marcada pela unidade da religião e da linguagem.
Em toda a sua região eram adoradas as divindades conhecidas pelos textos de Ugarit (referência abaixo) como El, Baal, Adu, Anat, e vários outros (sim eles eram pagãos). O culto dos Cananeus ocorria em lugares altos onde se encontravam os bosques sagrados, sacrifícios e ritos sexuais assinalavam as celebrações dos festivais em honra aos Deuses. Atingidos pelas invasões Aramaicas (sendo um dos povos invasores, os Hebreus) no fim do II milênio a.C. o “mundo” cananeu reduziu-se, a apenas, as cidades Fenícias e Púnicas.
El era o Deus do Céu entre os Cananeus (Singular a Zeus entre os Gregos). Divindade suprema que foi eclipsado (Ofuscado) por Baal. Apropriado pelos hebreus, o nome do Deus e dos seus seres mensageiros, passou a ser um termo para designar os outros nomes de Javé: Elohim e El-Shaddai. Encontramos referência dessas palavras na Bíblia e também nos textos Babilônicos de Tell Al Amarna, sendo esses últimos textos, pagãos e anteriores a formação da Bíblia Hebréia* (Antigo testamento).
O termo Elohim é o plural de Eloha que significa: “mensageiros de El”. Como El era o Deus do Céu - veja Céu como apenas a atmosfera compreendida entre a terra e as estrelas – ele também era considerado o Deus Mensageiro dos Cananeus, e seus “braços direitos” eram os Elohim (na hierarquia dos elementais, são os mais “evoluídos”).


Sei que um texto muito longo é cansativo, mas já que estou disponibilizando algumas informações históricas acredito que é interessante comentar sobre os sítios Arqueológicos de Ugarit e Tell Al Amarna, já que eles foram citados como referência.
Ugarit era uma antiga cidade da costa da Síria, ao norte de Latáquia, atual Ras Shamra. A chegada dos Amorreus no III milênio a.C fez a prosperidade da cidade, que se tornou no II milênio, um rico centro comercial em que predominavam as influências Egípcias e Hitita.
O sítio arqueológico de Ugarit foi descoberto em 1928 e escavado por C. Schaeffer e sua equipe. Em dois imensos palácios foram descobertos em câmaras subterrâneas, depósitos de arquivos e de textos literários, os quais, possuíam 5 sistemas de escrita entre elas a Ugarítica - língua semítica utilizada na fenícia dos séc. XV ao XIII a.C.
Amarna, sítio do Médio Egito, na margem oriental do Nilo, ao norte de Assiut, presente no local das ruínas de Aquetatão, a efêmera capital de Amenófis IV Aquenaton (1372 – 1354 a.C.). Os arquivos reais lá encontrados forneceram um grande volume de informações sobre as relações do Egito com outras regiões do Oriente Próximo. Foram descobertos templos do culto solar, palácios, residências particulares, bairros operários e necrópoles, assim como diversas oficinas e lojas.
* Baal é a palavra semítica que significa “Senhor”, e que era aplicada a várias divindades padroeiras de cidades, em especial a Hadad, deus da tempestade. Percebam que a Igreja Católica, para não perder o costume, transformou o termo Baal no nome de um dos “grandes demônios”, e em alguns casos é até o nome dado ao Diabo.

Depois disso tudo vamos ao resumo: No passado os seres elementais/espirituais responsáveis por transmitir mensagens, energias e sensações entre os planos - além de serem os guardiões dos “portais” - eram chamados pelos gregos de Angeolos ou Daimon. Sua força e personalidade também habitavam o mundo interno de cada ser humano.
Esses seres não eram bons nem maus. Eles agiam de acordo com o que precisava ser feito, pois na mente dos antigos (e dos atuais) pagãos, nada é bom ou mal: tudo depende do ângulo que você enxerga determinada situação ou em que posição se encontra nela. Normalmente consideramos tudo um aprendizado e uma forma de arrecadar sabedoria.

Esses mesmos seres aparecem na crença dos Sumérios, Babilônicos, Cananeus e vários outros, e o termo que alguns deles usavam para representar esses seres era Elohim, ou mensageiros de El. Atualmente a Igreja Católica absorveu e transformou o termo Angeolos em anjos, e Daimon em Demônios, mas inseriu neles características inexistentes no passado. Primeiro porque  os transformou em seres distintos. Segundo porque colocou os anjos como seres Bons e os Demônios como seres maus, ligando-os inclusive a uma entidade unicamente cristã/judaica denominada de Diabo/Satã (que na mitologia judaica, era um anjo). Ou seja, fizeram uma “mistureba” danada, um anjo virou um ser quase divino, que passou a controlar os Daimon que deixaram de ser a mesma coisa que os angeolos.

Os anjos, por sua vez, foram divididos em 9 camadas hierárquicas: Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Virtudes, Postestades, Principados, Arcanjos, Anjos. E agora a terminologia anjos significa: "ser celeste intermediário entre Deus (cristão monoteísta) e os homens". Assim sendo, as religiões pagãs como a Wicca, não podem mais usar o termo anjos, pois isso causaria uma grande confusão, principalmente na mente dos mais novos que desconhecem os traços históricos dos termos, além de causar um choque de Egrégoras - 2 contextos (Pagão e Cristão) utilizando um mesmo "termo invocativo" para invocar e evocar entidades diferentes.

Enfim, o que podemos fazer? Como trabalhar com esses elementais/entidades? Simples. Atualmente boa parte das tradições da Wicca e de Clãs da Bruxaria Tradicional, trabalham com a terminologia Elohim, já que esta, apesar de aparecer como um dos muitos nomes de Jeová (Deus dos hebreus), não possui nenhum vínculo ou culto religioso fortemente estruturado e propagado como ocorreu com os anjos e possui uma egrégora unicamente pagã.

O conselho que eu dou é: Use o termo Elohim quando for trabalhar com os seres mais altos da categoria elemental ou crie nomes para eles (como muitos na BT fazem). Não use o termo anjos, pois esse nome já deixou de ser (ou nunca foi) pagão e está enraizado na cultura cristã.
Se você usar o termo anjos, vai acabar confundindo as pessoas e ainda vai cair em um grande choque de egrégoras e essa confusão não é boa para a imagem da religião Wicca - muito menos para o paganismo.
Existem anjos e demônios na Wicca? Não, não existem. AngeolosDaimonManes Elohim, existem, mas anjos e Demônios não.

Alguém agora pode bater o pé e dizer Angeolos e anjos é a mesma coisa, só escreve diferente. Minha resposta é a seguinte: Para os Judeus o nome Shabbat (com SH) é o sábado, o sétimo dia da Criação, o Dia do Repouso do Senhor e a mais importante comemoração dos Judeus. Todo tipo de trabalho é proibido, homens, mulheres, crianças, animais, nada pode trabalhar no dia de Shabbat, pois é um dia de meditação, introspecção e estudo, dedicado à lembrança da escravidão do Egito.
Já na Wicca os Sabbaths (apenas com S e com h no fim) são as comemorações celtas (maiores) e os equinócios e Solstícios (menores). Os termos são parecidíssimos e no passado eram utilizados para designar as celebrações não cristãs, mas hoje significam coisas completamente diferentes e é assim com os Angelos e os anjos.

TEXTO: Dayne Anglius http://jornalobruxoriograndedonorte.blogspot.com
Correções e adaptações por Amanda de Ishtar 
 

TURMAS DE FORMAÇÃO DE BRUXAS ECLÉTICAS 2018