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A Escola de Artes Mágikas e Divinatórias, funciona desde 1984, administrando cursos de Introdução à religião Wicca, Ocultismo, Paganismo, Runas, Cristais,Tarot, Baralho Lenormand (Cigano), Baralhos Espanhol, Dados, Magia Cigana, Introdução à Cabala, Introdução à Magia de Pós e Ervas; Perfumes e Unguentos, Feitiçaria Moderna.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Programação do MÊS DE JULHO (2013)

JULHO:

15 (As SEGUNDA FEIRAS) CURSO de FEITIÇARIA CIGANA PARA AMOR (Duração 2 meses) das 19 as 20h Investimento: 107,00
TODOS OS DOMINGOS AULA SOBRE WICCA AS 15:00h

EPÍTETOS ("qualidades") da DEUSA ATHENA


Deusa Athena, a Deusa Poderosa da Estratégia, Sabedoria, Artes e Ofícios!

Aglauros (Orvalhada), Agoraia (do Mercado), Aithuia (Pássaro marinho), Alalkomene (Que repele o perigo), Alea (Protetora), Apatouria (do festival Apatouria), Areia (Bélica), Boulaia (do Conselho), Ergane (Trabalhadora), Glaukopis (Olhos cinza, de coruja), Gorgopis (Com olhos de górgona), Hellotis (Rosto largo), Hephaistia (de Hefesto), he Theos (a Deusa), Hippia (De cavalos), Hugieia (Saúde), Itonia (de Itonos) Khalinitis (Da rédea), Khalkioikos (Habitante de uma casa de bronze), Khruse (Dourada), Kourotrophos (Protetora da juventure), Kranaia (Cumpridora, executora), Meter (Mãe), Nike (Vitória), Nikephoros (Que traz a vitória), Pallas (nome alternativo), Panakhais (deusa da Liga Akhaean), Pandrosos (Toda-orvalhada), Parthenos (A virgem), Phatria (Da frátria), Poliakhos (Urbana), Polias (da Cidade), Polumetis (De muitos conselhos), Promakhos (Campeã), Pronoia (Providência), Salpinx (Trompete de guerra), Sophia (Sabedoria), Soteria (Salvadora), Sthenias (Poderosa), Tritogeneia (Nascida no lago Triton).


segunda-feira, 3 de junho de 2013

PROGRAMAÇÃO da ESCOLA até Setembro de 2013

PROGRAMAÇÃO DA ESCOLA ATÉ SETEMBRO DE 2013
PROGRAMAÇÃO DO ANO DE 2013
JUNHO 
DIA 30 de Maio/ 9 de JUNHO Início- Curso de Wicca- 1 ano. (Investimento: 30,00) Todos os Domingos as 10 h-
DIAS: 13/ 14 : (QUINTA E SEXTA DE 19 as 21h) -: Curso de Pós, Banhos e Filtros Mágikos (Investimento: 90,00-) Dois dias com Certificado e Apostila.
DIA 29 - (SÁBADO de 14 as 19h-) - Curso de Baralho Cigano (Certificado e Apostila) Ivestimento: 90,00

JULHO:
15 (As SEGUNDA FEIRAS) CURSO de FEITIÇARIA CIGANA PARA AMOR (Duração 2 meses) das 19 as 20h Investimento: 107,00
AGOSTO:
Início:13 de Agosto as 13 h: TERÇA FEIRA: CURSO DE BÁSICO de ALTA MAGIA (5 MESES) Investimento: 150,00
17 SÁBADO de 14 as 18h:: Curso de MAGIA COM ERVAS (Investimento: 130,00 Com Apostila e Certificado.
SETEMBRO
Dia 15 as 15h DOMINGO- Curso de MAGIA ANGELICAL (de 15 as 20h) Investimento: 130,00

sexta-feira, 17 de maio de 2013

CURSO DE WICCA

DIA 30 de MAIO se iniciará o CURSO DE WICCA com a duração de 1 ano. Uma vez por semana 2h de aulas
. Passeios temáticos, aulas práticas.
Investimento; 30,00
Inscrições: zingarawitch@gmail.com

O que é Wicca, Bruxaria e Paganismo

- História da Bruxaria e breve história do Paganismo
- Magia branca e magia negra
- Bruxaria e Satanismo
- História da Wicca
- Quem foi Gerald Gardner
- Glossário de termos mais utilizados
- As Tradições e vertentes da Wicca
- Os 5 elementos e o pentagrama
- A Deusa e o Deus
- Princípios Wiccanos
- Lei Tríplice
- Dogma da Arte
- A Roda do Ano
- As fases da Lua
- Os textos sagrados da Wicca
- O que é um Coven
- A prática em grupo e a prática solitária
- Iniciação
- Tabelas de correspondências
- O nome mágico
- O que são feitiços e como prepará-los
- O Livro das Sombras
- O círculo mágico
- Elevação de energia em um ritual

sexta-feira, 10 de maio de 2013

DEUS HERMES


Este texto está maravilhoso sobre o poderoso Deus hermes. Foi escrito por Jayme Carvalho

 O DEUS HERMES


Divindade complexa e com muitos atributos, Hermes parece ter sido de início um deus agrário, protetor de pastores nômades e dos rebanhos, daí seu epíteto de Crióforo (e muitas vezes representado com um carneiro sobre os ombros). Mas os gregos ampliaram suas funções e, por ter roubado o rebanho de Apolo, tornou-se símbolo de astúcia, ardil e da trapaça. Mentalmente esperto, ele, o pensamento, é o golpe de mestre. Esperteza entendida como proteção. Senhor dos que realizam negócios durante a noite. Na Ilíada, vendo o alquebrado Príamo ser conduzido por Hermes através do acampamento aqueu, Zeus exclama comovido: Hermes, tua mais agradável tarefa é ser o companheiro do homem; ouves a quem estimas. Então aqui podemos ampliar a função pensamento, palavra e comunicação, para a capacidade de ouvir. Senão ficaríamos com a definição de diálogo como dois monólogos superpostos. Cada um em seu próprio solilóquio.
Cabia a ele levar as almas para o Hades, o mundo subterrâneo, ou mundo dos mortos. Tinha o dom de ficar invisível (em algumas versões, usava o capacete de Hades, ou o capuz invisível). O Hermes condutor das almas se chama Psicopompo.

Sua aparição, sua presença, também tinha para os gregos algo de fantasmagórico. Quando, em uma assembléia ou reunião, todos se calavam de repente, era costume dizer: “Hermes chegou” (Plutarco). Do mesmo modo que o sentimento de estranheza que temos hoje em dia em momentos como esses em que alguns dizem: “um anjo passou por aqui”. É como se os segredos noturnos se movessem em pleno dia.
Hoje perdemos muito dessa magia com que os antigos enxergavam o mundo, pois, nas cidades com luzes para todos os lados, já não se caminha na escuridão, onde o próximo desaparece, e com ele também o longínquo. Quando tudo está perto e longe ao mesmo tempo; junto de nós e estranhamente afastado. Na escuridão o espaço perde suas dimensões. Ressoa e sussurra, não se sabe o quê, nem de onde. O sentimento é incerto. Por dentro da mais amável confidência surge o estranho, e no entanto o escuro, o terrível, atrai e fascina. Não há mais separação entre os seres vivos e os desprovidos de vida. Tudo é animado e inanimado, desperto e adormecido. O que o dia aproxima e torna reconhecível, a noite desprende de um só golpe. Tudo desassossega, as coisas simulam faces conhecidas e, no mesmo instante, as desconhecem; dão sustos súbitos, com sugerir jeitos esquisitos e, de novo, voltam a ter rostos familiares e inofensivos. Ronda o perigo por toda parte. A qualquer hora pode surgir um assaltante, um assombro fantasmagórico, uma alma penada. Quem há de nos guiar no rumo certo? Hermes não é um poder que socorre os homens em determinados momentos da vida, mas sim o espírito de uma forma de existência recorrente sob certas condições. O mundo de Hermes não é um mundo heróico, o que podemos ver expresso em seus filhos.
Hermes teve alguns filhos: Autólico era um arquiladrão, bastava tocar com as mãos em alguma coisa e ela se tornava invisível. Autólico, favorito de Hermes, superou todos os homens nas artes do roubo e do perjúrio. Por isso Eurípides o chamou de Senhor da gente que age no escuro. Hermes deve ter um oratório escondido no Senado.
Também teve um filho Mirtilo, que, por uma noite de amor, pôs um cravo de cera no carro de corrida do seu amo, Enomaos, que morreu ao tombar com o carro.
Hermes também foi pai de Hermafrodita, seu filho com Afrodite, sinalizando a natureza dupla do Mercúrio.
Entre os feito de Hermes se destacam:
1 – lutou ao lado dos deuses, matando o gigante Hipólito;
2 – Recompôs fisicamente seu pai, roubando os tendões que lhe arrancara o monstruoso Tifão;
3 – libertou seu irmão Ares, que os Alóadas haviam encerrado em um pote de bronze;
4 – salvou Ulisses e seus companheiros já transformados em animais pela feiticeira Circe.
Em Édipo em Colono de Sófocles, Hermes guia Édipo cego até encontrar o caminho onde há de desaparecer.
 A grande função de Hermes, no entanto, consistia em ser o intérprete da vontade dos deuses. Por seu intermédio, o músico Anfião recebeu a lira; Hércules, a espada; Perseu, o capacete de Hades. Ele foi o enviado por Zeus à bela Calipso com ordens de que deixasse Ulisses partir. Foi quem adormeceu Argos, o gigante de cem olhos, colocado por Hera como guardião da vaca Io. Levou ao Monte Ida as três deusas, Hera, Afrodite e Atena, para que o pastor Páris atuasse como árbitro da querela provocada por Éris (a Discórdia) e que deu início à Guerra de Tróia. Por ordem expressa de Zeus cumpriu a ingrata missão de entregar o ultimatum a Prometeu, posteriormente acorrentado. Conduziu o pequeno Dionísio de asilo em asilo, primeiro para a corte de Átamas e depois para o Monte Nisa. Também conduziu Psique ao Olimpo para casar com Eros.

Mas o que mais interessa são suas relações com o mundo dos homens, um mundo por definição lançado num aberto, isto é, em permanente construção. Aqui os atributos primordiais – astúcia, inventividade, domínio sobre as trevas, interesse pelas atividades do homem, psicopompia – foram continuamente (até pelo menos o século XVII, através do hermetismo e da alquimia) reinterpretados e acabaram por fazer de Hermes uma figura complexa, um Deus civilizador, a um só tempo patrono da ciência e do ocultismo. Hermes se transformou no companheiro dos homens porque possuía o poder de lutar contra as forças ctônicas. E aquele que receber o conhecimento de suas fórmulas mágicas ou herméticas [a palavra hermenêutica também provém de seu nome] torna-se invulnerável a toda e qualquer obscuridade. Mercúrio/Hermes era frequentemente invocado nas cerimônias dos magos como transmissor de fórmulas mágicas (alquimia).
Semelhante ao deus grego Tot, mestre da palavra e da inteligência, mago terrível e patrono dos magos, Hermes ganhou também a alcunha de Trismegisto – três vezes mestre.
Parêntesis: Nos primeiros anos da Era Cristã, surgiu em Roma uma série de escritos, posteriormente reunidos sob a epígrafe de “Corpus Hermeticum”, relativa a Hermes Trismegisto, que discorria sobre filosofia, religião, alquimia, magia e, sobretudo, astrologia, um sincretismo greco-egípcio-judaico-cristão, que serviu de base para os ensinamentos gnósticos. Dessa tendência, surgiu o neoplatonismo, influenciando a Amônio Saca e a Plotino.
Esquerda: capa da edição holandesa de 1643 do Corpus Hermeticum, uma obra que jamais deixou de circular na Europa.
Voltando a Hermes: todas essas estórias revelam bastante sobre Hermes/Mercúrio. Por que o deus da mente e das atividades literárias foi chamado de ladrão? Porque o intelecto humano, por si só, é amoral. Sua função como pensamento racional não está necessariamente submetido a nenhum código de ética. O mesmo processo mental que leva um indivíduo a escrever um livro sobre como instalar fechaduras pode ser usado por outro indivíduo (ou pelo mesmo) para romper as fechaduras e burlar os alarmes. A mente é um instrumento poderoso que possuímos e pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal.
Se formos pensar no simbolismo natural, os antigos raramente viam [o planeta] Mercúrio no céu e, quando conseguiam, era por um período muito curto. Talvez isto tenha contribuído para a construção da mitologia de um deus oculto e não confiável. Mercúrio também está associado à rapidez. Seu movimento de até 3 graus por dia – ou seja, três vezes mais rápido do que o Sol – certamente contribuiu para isto. Tem três períodos de retrogradação por ano, que duram três semanas. Para os antigos, esse era um momento em que tudo enlouquecia, pois como Mercúrio governava as mensagens, as viagens, a ligação com o mundo mais próximo, a informação (cartas e contratos) e o comércio, tudo era afetado no período de retrogradação.
Mercúrio foi observado pela primeira vez em trânsito sobre o Sol por Pierre Gassendi em 7 de novembro de 1631, com base nos cálculos feitos por Kepler, que morreu antes de poder verificar por si mesmo este trânsito. Gassendi ficou surpreso com a pequenez de Mercúrio, pois acreditava que seu diâmetro correspondesse a 1/5 do diâmetro do Sol. Hoje se sabe que o diâmetro de Mercúrio é 1/300 menor do que o do Sol.
Gassendi, entusiasmado por ter sido o primeiro a observar Mercúrio caminhando sobre o Sol, escreveu: “Esse ladino Cilênio [uma alusão a Cilene, na Arcádia, onde nasceu a divindade] lançou uma neblina para encobrir a Terra e então se apresentou mais cedo e menor do que o esperado a fim de passar sem ser notado ou reconhecido. Porém, acostumado às peças que ele vem pregando desde a infância [em referência ao roubo do rebanho guardado por Apolo], Apolo [Sol] favoreceu-nos e dispôs as coisas de tal modo que, ainda que escapasse de ser detectado ao se aproximar, não partiria inteiramente despercebido. Foi-me concedido cercear um pouco suas sandálias aladas, mesmo enquanto escapuliam. Sou mais afortunado do que muitos desses contempladores de Hermes que buscaram o trânsito em vão, e o encontrei onde ninguém mais o vira até hoje, por assim dizer, no trono de Febo [Apolo], a reluzir com esmeraldas brilhantes”.
 Muito legal, não?
Eis aí para agradar esse Deus tão maravilhoso e poderoso!
bençãos
Alana Morgana


Caduceu, botas aladas, boné alado, o número 4.        
Olíbano, resina aromática de estoraque, resina de aroeira, sândalo branco, bastão pesado, alho dourado, urtiga, assafétida, gengibre, opala, mercúrio, manjerona, aroeira.
Carneiro, javali, serpentes do caduceu.

domingo, 28 de abril de 2013

"DITIRAMBOS A DIÓNYSUS"

Este é um texto maravilhoso de Luis Calheiros:




É muito feliz a associação do Vinho à Arte, porque é, desde tempos imemoriais, feita uma relação direta entre o êxtase delirante a que conduz a embriaguez do vinho, e a alucinação inspirada, como que um delírio lúcido, que provoca e potência a criação artística.
É com a civilização clássica, que no seio do chamado milagre grego, a par com o espanto primordial da filosofia, se assiste à transformação das festas em honra a Diónysus (o deus grego do vinho e da vinha) no drama arcaico, na forma convencional do diálogo entre o coro e o ator recitativo dos ditirambos, que está na base da tragédia grega. Esse expoente da expressão artística que é o teatro antigo grego, conjunto de artes cénicas, dramáticas (a que pertence também a comédia) está na infância de toda a arte ocidental, que nasceu no período arcaico, pré-clássico, da cultura grega, e tem origem certa nas cerimónias propiciadoras dos cultos do Deus do Vinho, sob a forma de representações mímicas e de expressões tipificadas, pathéticas. É na Grécia, no período arcaico, que nascem estas manifestações culturais exuberantes, onde o culto a Diónysus (depois latinizado no Bachus romano) propiciou espectáculos meio sacros / meio profanos, em que apenas um coro e um actor, usando a máscara identificadora do Deus do Vinho, com os seus atributos - a coroa de pâmpanos e cachos de uvas - recitavam o ditirambo, discurso poético laudatório, edificante, perante a divindade. A tragédia, que Nietzsche, o filósofo do dionisíaco, exalta na sua feição arcaica, pré-helénica, é um género dramático, em prosa e em verso, caracterizado pela presença de dois elementos: o pathos, entendido como sofrimento que leva ao conhecimento, de maneira iniciática; e o "mito", componente histórico, lendário ou fantástico. A sua origem e evolução aparecem indissoluvelmente ligados ao mundo helénico, como experiência cultural complexa, em que convergem factores religiosos, políticos, morais, sociais e culturais diversos.
Aristóteles, o célebre filósofo imanentista da Escola de Atenas, relaciona a origem da tragédia com o "ditirambo", verso e canto coral em honra a Diónysus, o Deus da vinha e do vinho. Diz aquele filósofo, na sua obra "Poética", que se deve a Téspis, a origem da tragédia na Ática. Mais diz que, quando Diónysus ensinou a Icário, na Ática, o cultivo da vinha, um bode comeu as vides; para castigo o animal foi sacrificado e sobre a pele, cheia de vento, os vinhateiros dançaram e cantaram enebriados; a maior parte caía de tontura ébria; mas os vencedores obtinham como prémio a carne do animal e a pele cheia de vinho.

O coral que acompanhava a dança festejava o vinho novo ou a vindima, e o bode era o prémio. Ora Téspis, o poeta, pai das artes cénicas arcaicas, era natural de Icário, na Ática, e os de Icário foram os primeiros que dançaram em torno do bode. A tragédia e a comédia, como também confirma Ateneu, teriam sido inventadas em Icário, na Ática, por ocasião da vindima e no delírio da embriaguez dos vinhateiros. Téspis, quando venceu a dança do ano de 534 AC, obteve como prémio o Bode.

Temos dos antigos que a tragédia é mesmo assim designada pelo dito prémio - o bode (Trágos em grego) ou pelo vinho novo (Trúx).

Os coros trágicos eram compostos por Sátiros, que os espectadores chamavam de "bodes", ou porque eram peludos de corpo, e de "pés caprinos" e de pequenos cornos na cabeça, ou pelo ímpeto afrodisíaco desbragado, ou enfim, porque os Coreutas arranjavam os cabelos de modo a imitarem a figura de bodes (Trágoi).

Eis o satírico, de Sátyros / Trágos, patente na etimologia da tragédia, que passou primordialmente, no período mais arcaico, por uma fase satírica. Em resumo, Aristóteles afirma com clareza o culto de Dióniso, o culto do Deus do Vinho e da Vinha, da embriaguez e dos instintos, da rebeldia dos sentidos, na origem das primeiras manifestações artísticas da antiguidade clássica. Nietzsche vai mais longe ao apelar ao espírito dionisíaco como fonte certa da pujança de toda a forma artística. Sem esse espírito peculiar a força anímica patente na arte estiola e decai. Na sua obra "A Origem da Tragédia" debate-se com a decadência da exuberante força cultural dos gregos arcaicos, acontecida no período helénico, pela nefasta acção censora da razão, anulando implacávelmente a pujante força anímica, instintiva, expontânea, pré-individual, pré-lógica, mas matriz de toda a criação artística viva, plena e inovadora, que encontramos nos gregos primevos - dionisíacos.

É de Nietzsche o célebre aforismo: "Há sempre um pouco de razão na loucura e de loucura na razão". E é a Nietzsche que iremos buscar os instrumentos de análise do irracionalismo tão presente na cultura contemporânea. É a Nietzsche que iremos buscar inteligibilidade para compreender o espírito dionisíaco dos dias de hoje - a embriaguez sublime que potencia a criação artística, mesmo a nossa mais recente, a dos nossos idos.

O contributo maior do pensamento estético nietzschiano reside na maravilhosa intuição revelada pela sua psicologia psico-estética - o apolíneo versus o dionisíaco.

Apolo, o racional individual, sereno e equilibrado, Diónysus, o irracional colectivo, exaltado e ébrio - os dois polos estéticos de cuja síntese nasceu a tragédia grega e que está na origem e génese de toda a arte plena.

Do mundo exaltante da embriaguez da vida surge, pois, a matéria prima indispensável, que será esclarecida e organizada pelas formas serenas da intuição estética.

Mas atenção, a embriaguez tem de estar lá, no início.

O apogeu da tragédia grega será atingido por Sófocles, pelo exorcismo ritualista dos fantasmas da "alma" grega. A poética será definida como "a arte de dizer a verdade do sonhar" - a arte da verdade instintiva revelada pela embriaguez que, por exaltante paradoxo, se torna lucidez. A decadência da tragédia será imputada ao cego dogmatismo do pensamento platónico que fará prevalecer na génese da obra bela, (tornado omnipotente e sobredominante), o "apolíneo" da "razão racionadora" sobre a "expontaneidade" instintiva do dionisíaco, perdendo-se assim o equilíbrio miraculoso entre ratione e anima, entre pensar e sentir, entre ordem e liberdade, fazendo o teatro grego perder-se nos solenes, frios e estéreis cânones da época helenística.

O Esquema de Nietzsche, no seu especifismo grego, torna-se lato e geral, e referirá o equilíbrio tenso e instável entre vida e artifício patente em toda a plena obra de arte. O dionisíaco, polo inicial e determinante, em última instância, da pujança estética da obra de arte plena, compreende toda a exaltação da vida e das suas manifestações instintivas, ébrias de instinto e emoção, incluindo-as na tendência colectiva de regresso pleno às origens vitais do homem, a tudo aquilo que nos torna tão próximos do homem primitivo, apesar de tão distantes, tão parecidos apesar de tão diferentes.

As primeiras representações cénicas da tragédia são datadas de cerca de 530 a.C. e foram realizadas ao ar livre nos palcos dos anfiteatros. Nas obras dos mais célebres autores gregos da tragédia, Ésquilo, Sófocles ou da comédia, Aristótanes, estão patentes as ligações religiosas com o culto a Diónysus, pelo que a gravidade expressiva, exaltada e sublimada do coro trágico constituiu um factor estético predominante, juntamente com a cena dramática única, concretizada nos diálogos em que os actores, mascarados, recitam alternadamente em verso e em prosa sibilina, revelando as densas questões religiosas, heróicas e lendárias, mitológicas, ou as cívicas e morais, que figuram como características essenciais, peculiares do género. O drama grego caiu em decadência, em pleno período helénico, e caiu mesmo em desuso no período romano, sendo apenas recuperado, episodicamente, nas obras de Séneca, o filósofo estóico, numa variante filosófica e erudita do género, com alto sentido ético, de exemplo edificante.

Na Idade Média houve, contudo, algumas reminiscências vagas, tendo a Igreja Romana tolerado, a partir do século X, a representação nos próprios templos, de alguns autos teatrais, geralmente de temas sacros e doutrinários, mas também algumas farsas de costumes, recordação de festividades pagãs, pré-cristãs, enquadrando assim a íntima relação, de origens vetustas e ancestrais, entre as manifestações artísticas teatrais e os rituais religiosos, os mais antigos de origem vinária, como vimos.

Desenvolver-se-iam as personagens típicas do mimo e do jogral, outros tantos arremedos histriónicos dos sátyros da tragédia, que corporizaram o teatro popular, tradicional, e a farsa satírica, com personagens tipificados, mas de crua realidade. O teatro medieval, parente vago da tragédia antiga era representado por estudantes, confrades de grémios, mais tarde por companhias ambulantes. Atingiu o máximo explendor mais tarde, em plena Idade Moderna, no séc. XVI, na Inglaterra, na variante do teatro das moralidades e no género histórico edificante, pelo protagonismo de William Shakespeare.

Mas regrediu e decaiu, retrocedeu face ao avanço do drama naturalista, género ao gosto da burguesia prosaica do século XIX, que se conforma e compraz em cenas imitadoras, das realidades quotidianas mais triviais, rejeitando as sublimação e mediação históricas e mitológicas, que haviam generalizado paixões e heroísmos, vícios e virtudes, num género edificante.

Excepcionalmente apenas se assiste a uma notável recuperação dos fundamentos estéticos da tragédia com a obra operática de Richard Wagner, inspirada que foi na interpretação estética nietzschiana da arcaica tragédia grega, ao tentar reviver a totalidade da sua essência, agora reformulada num novo tipo de teatro em que confluiam todas as artes - a ópera revolucionária wagneriana.
No Século XX, nesta tão apregoada época neo-trágica, por paradoxo, desaparece quase totalmente a forma trágica como elemento teatral canónico.

Mas não só no teatro se materializaram o espírito dionisíaco e as alegrias do vinho. Também noutras disciplinas artísticas, noutras diversas artes se concretizou esse espírito peculiar, e ainda, e sobretudo, num fundo cultural, mítico e simbólico, que cristalizou, pelo devir dos tempo, o fascínio que provocou, desde a noite dos tempos, a embriaguez exaltante que a cultura da vinha e do vinho propiciaram dos nossos mais primevos antepassados das mais variadas civilizações e tradições culturais.
O vinho foi na infância de todas as grandes culturas identificado com a "Bebida dos Deuses".

A videira era considerada, nas religiões euro-asiáticas, uma árvore sagrada, até mesmo divina, e o seu produto um "nectar dos deuses". Foi considerada a "Árvore da Vida" do Paraíso Terreal - o Éden - e como tal representada nas mais antigas tradições iconográficas, e só posteriormente substituida pela macieira do "fruto da tentação". Israel, adaptando mitos vários, mais arcaicos, considera a videira, a par da oliveira, como uma das plantas messiânicas. Desde as mais remotas origens que a videira tem um sentido claramente vivificador , dador, propiciador e garantia da vida. O vinho é também o símbolo maior da revelação - da verdade - in vino veritas - resultando no delírio enebriante que paradoxalmente traz lucidez. E a videira é ainda o símbolo da imortalidade, à qual os diversos ritos, os vários rituais dos ciclos naturais, destinados a propiciar a fertilidade e abundância de frutos e a sua renovação anual, prestam culto e preparam os iniciados.
Eis a imortalidade simbólica do deus-cacho - de Diónysus/Baco - que faz o seu sangue transformar-se em vinho, conhecendo a contínua "ressureição"/renovação. É o mito do deus Diónysus que viveu uma paixão e uma ressureição cíclica, sazonal, (um eterno retorno), que tem pontos comuns com a história de Christo, o profeta "Messias". A seiva e a luz do espírito, a eucaristia e o vinho são assimilados ao Sangue de Christo.
A videira e o vinho são inseparáveis do mito dionisíaco, como distribuidor pródigo da vida, o espírito daquela divindade dissolvido na beberragem enebriante que proporciona aos seus adoradores uma embriaguez divina, generaliza uma intuição clarividente, atesta em si a presença viva daquela divindade que se festeja. O vinho como veículo privilegiado para a experiência duma lúcida gnose.
O culto dionisíaco cedo foi associado ainda ao culto fálico, a uma sensualidade exuberante, libidinal, propiciadora da fecundação, e comportava cerimónias purificadoras, que se realizaram no início de Janrº., ou fins de Dez.º, por alturas do Solistício de Inverno, a fim de reanimar a fecundidade de uma natureza, momentaneamente adormecida. Ainda no Solestício de Verão, em plena pujança da planta, embelezada já pelos frutos que amadurecem, cristianizado o costume pagão, (leia-se disciplinado pelas festas em honra do Baptista, S. João), ou ainda por alturas das colheitas, perto do equinócio do Outono, as orgias do vinho novo, abafadas pelo "manto partilhado" do cristianíssimo S. Martinho.
O ânimo acrescido no homem ao ingerir o vinho foi perceptível desde tempos muito remotos. Tal induziu a atribuir qualidades divinas, pois de tal modo arrebatava e alienava, desprendia e alucinava. Era pelo vinho, portador de alegria radiante, que Diónisus embriagava os seus fiéis. A alma sente o milagre operado pelo vinho como um divino milagre da vida - a transformação daquilo que é terrestre e vegetativo em espírito volátil e livre de todas as ligações,disciplinas, censuras, inibições...(chamadas são de bebidas espirituosas).
O vinho é também geralmente associado ao sangue, tanto pela cor, como pelo seu carácter de essência líquida da planta da videira. É por isso considerada a bebida da vida.
A similitude do vinho tinto e do sangue foi interpretado de modo sugestivo: entre os gregos afirmava-se que era o sangue de Diónysus, pelo qual constituia uma bebida da imortalidade. E o mesmo significado simbólico se ritualiza na Eucaristia dos ritos litúrgicos cristãos. Tem o vinho um protagonismo explícito na eucaristia cristã - é o cálice de sangue de Christo - o Graal - retorno às antigas dádivas, citadas no Génesis. Junta-se à noção de sacrifício iniciático a ideia associada da efusão de sangue, a ideia do vinho (e da embriaguez), como, por aparente paradoxo, tornada purificadoras. O vinho é elemento de sacrifício de purificação entre as tradições e ritos religiosos, tantos de hebreus ortodoxos, como de judeus cristianizados. Um sacrifício que salva e que traz a imortalidade e a vida eterna. Eis o motivo evidente que justifica a presença de motivos vinários: taças, cálices, vides, videiras, pâmpanos, parras, vergônteas, cachos de uvas, ... a vindima, a colheita, a pisagem das uvas, o fabrico do vinho e outras figurações afins, nos monumentos funerários - a vida abraçando a morte - o mito do eterno retorno feito ressureição dos mortos.
E este sentido da imortalidade é adoptado pelo cristianismo na liturgia da eucaristia como forma de recordar a longínqua oferenda de Melquisedec, Sacerdote do Antigo Testamento, Rei de Salém, segundo o Génesis - a oferta do pão e vinho como corpo e sangue ...
O vinho desempenhou então um papel importante nos mais diversos Ritos Iniciáticos ou Mistéricos, ao predispor os iniciados a uma "saída de si", pela qual se colocavam noutra perspectiva, clarividente. A videira é um símbolo maior de clarividência e o seu produto, o vinho - a imagem mesma do conhecimento. Propicia uma embriaguez que arrebata e desprende e que foi, para a tradição cristã, símbolo de alegria e sinal maior de dádiva divina, patente na refeição ritual comunitária - a santa ceia em comum.
Dizem ainda os textos do Antigo Testamento que Noé, o iniciador de um novo ciclo, posterior ao grande cataclismo que foi o Dilúvio Universal, foi o primeiro a replantar a videira.
Os textos fazem da videira o símbolo explícito do Reino dos Céus, sendo o seu fruto - o Vinho - sinal de libertação da morte. A vindima aparece mesmo com sentido escatológico, ou melhor teleológico, no Apocalipse. Entre os gregos também o vinho foi identificado com o conhecimento dos mistérios da vida para além da morte. Foi esta ligação com os mistérios insondáveis da morte, que os são, igualmente, os do renascimento e do co-nascimento dionisíaco, que fez da videira e do vinho um símbolo funerário usado frequentemente, e cuja tipologia continuou na simbologia cristã, multiplicando nos túmulos os diversos motivos iconográficos vinários.
E tal como a videira era expressão vegetal de imortalidade, também o vinho permaneceu nas tradições arcaicas como símbolo da juventude e da vida eterna.
Eaux de vie - água da vida (a aguardente francesa, o gaélico Whiskey = Water of life), o persa maie-i-shebad = bebida da juventude, o sumério geshtin = árvore da vida. A videira era identificada pelos orientais arcaicos com a erva da vida, e o signo sumério para a vida era vulgarmente uma folha de videira. Vida também para os gregos clássicos, identificada a parra, a folha da videira com os orgãos sexuais que geralmente cobre nas estátuas, mais como símbolo de fertilidade do que como resultado de alegado zelo puritano.
A videira era ainda consagrada aos grandes Deuses dos mitos centro europeus. A Magna Mater, a Deusa-Mãe, fertilizadora, era originalmente a Mãe Cepa da Videira - ou Deusa Cepa do Vinho.
Encurtando estas considerações simbólicas mitológicas religiosas consideramos ainda que as iconografias vinárias, sejam as de perfil mitológico (dionisíaco/báquico), sejam as que testemunham todas as actividades humanas, mais prosaicas, relacionadas com a vinha e o vinho, manifestaram-se prolixamente nas belas-artes, (a escultura, a pintura e afins) desde o longínquo Egipto até aos nossos dias.
Assim é possível ver a cultura da vinha representada tanto em pinturas parietais de templos e túmulos do Egipto como nas iluminuras medievais ou nos livros das horas dos séculos XV e XVI, e as cenas com o convívio com vinho são frequentes tanto nas cenas de género flamengas como nas boémias vistas dos cabarets dos pintores impressionistas.
Também são múltiplas as alegorias mitológicas trazidas pelo revivalismo dos modelos clássicos que trouxe o Renascimento italiano, e que se prolongaram pelo período académico - o Século XVII. São as representações de Diónysus, o deus grego da vinha, do vinho e do delírio ébrio, a que se atribui a introdução do cultivo da vinha, o filho de Zeus e de Sémele, latinizado no Baco romano, nome trácio do deus itálico da fecundidade Liber Pater, representado tradicionalmente com as feições de um formoso jovem sentado em um tonel ou em um carro tirado por tigres, linces ou panteras, e tendo na mão uma taça de vinho, ou um tirso, o seu emblema - um bastão enfeitado com hera e pâmpanos. A cabeça enfeitada com vides, uvas, parras e vergônteas de videira.
Costuma apresentar-se também acompanhado pela sua corte de entes "bacantes", um cortejo que agrupa Pã, o deus dos pastores da Arcádia, filho de Hermes e da ninfa Clíope, Príapo, deus dos jardins, das vinhas e da gestação, filho de Dionísio e Afrodite, personificando a virilidade com o phalos erectus, Sátim, Silène, bacantes e faunos, num festejo de caracter orgiástico e apregoando a rebeldia libidinal, a emoção plena, expressa pelos instintos livres e a exaltação da gaia vida silvestre. É o que iremos ver em uma apertada selecção de imagens de entre tantas outras que poderíamos mostrar.

* Conferência realizada no Simpósio do 2º. Conclave da Confraria dos Degustadores do Vinho do Dão.
Õ. Soberana dos Cavlros. de Stº. Urbano e S. Vicente
** Pintor, Professor e Inve

quinta-feira, 25 de abril de 2013

HALLOWEEN - SAMHAIN


ORIGEM DO SAMHAIN OU HALLOWEEN (Hemisfério Sul 30 de Abril /1° de Maio)

Halloween ou Samhain teve seu início em uma antiga festa celta pré-cristã dos mortos. Os povos celtas, que eram encontrados em toda a Europa, dividida ano por quatro grandes feriados. De acordo com o calendário, o ano começou em um dia correspondente a 01 de novembro em nosso calendário atual. A data marcou o início do inverno. Uma vez que eles eram pessoas pastorais, foi um momento em que bovinos e ovinos tiveram que serem transferidos para pastagens mais próximas e todos os animais tiveram que ser garantido para os meses de inverno. Culturas foram colhidas e armazenadas. A data marcou tanto um final e o início de outro de forma mais definitiva. SAMHAIN   O festival observado neste momento foi chamado Samhain (pronuncia-Sah-ween). Foi o feriado maior e mais significativa do ano celta. Os celtas acreditavam que, na época de Samhain, mais do que qualquer outra época do ano, os fantasmas dos mortos eram capazes de se misturar com a vida, porque no Samhain as almas dos que tinham morrido durante o ano, se encaminharam para o outro mundo . Pessoas se reuniram para sacrificar animais, frutas e legumes.Também foram acesas fogueiras em honra dos mortos, para ajudá-los em sua jornada, e para mantê-los lá. Neste dia de véu tênue,todos os tipos de seres estavam próximo a nós: fantasmas, fadas e demônios - tudo parte da escuridão e medo. Como Samhain Tornou-se o Dia das Bruxas Samhain tornou-se o Dia das Bruxas, quando os missionários cristãos tentaram mudar as práticas religiosas dos povos celtas. Nos primeiros séculos do primeiro milênio E.C.,e missionários como St. Patrick e St. Columcille converteram-se ao cristianismo, os Celtas praticavam uma religião elaborada por meio de sua casta sacerdotal, os druidas, que eram sacerdotes, poetas, cientistas e estudiosos todos de uma só vez. Como líderes religiosos, especialistas em rituais, e portadores de aprendizagem, os druidas não eram diferentes dos missionários e muitos monges,cristianizavam colocando como se fôssem diabo, demônios. Papa Gregório, o Primeiro Como resultado de seus esforços para acabar com "pagãos", feriados, como Samhain, os cristãos efetuaram grandes transformações nele. Em 601 DC, o Papa Gregório, primeiro emitiu um decreto. Estava agora famoso com seus missionários sobre as crenças e costumes dos povos que ele estava convertendo. Ao invés de tentar destruir costumes dos povos indígenas e crenças, o papa instruiu seus missionários para usá-los: se um grupo de pessoas adoravam uma árvore, em vez de cortá-la, ele aconselhou-os a consagrar a Cristo e permitir a sua adoração continuada. Em termos de difundir o cristianismo, este foi um conceito brilhante e tornou-se uma abordagem básica usada na obra missionária católica. Dias santos da Igreja foram propositalmente para coincidir com nativos dias santos. Natal , por exemplo, foi atribuída a data arbitrária de 25 de dezembro porque correspondia com a celebração meados do inverno de muitos povos. Da mesma forma, dia de São João foi definida no solstício de verão. Bem mal VS - Druidas, Christains e Samhain Samhain, com sua ênfase no sobrenatural, era decididamente pagã. Enquanto missionários identificaram seus dias santos com os observados pelos Celtas,eles, os cristãos começaram a relacionar o Samnhain como o mal, o diabo. Como representantes da religião rival, druidas foram considerados adoradores de deuses diabólicos ou demoníacas e espíritos maus. O submundo Celtic inevitavelmente tornou-se identificado com o inferno cristão. Os efeitos desta política foram a diminuir, mas não erradicar totalmente as crenças em Deuses tradicionais. A crença céltica em criaturas sobrenaturais persistiu, enquanto a igreja fez tentativas deliberadas para defini-los como sendo não apenas perigoso, mas malicioso. Seguidores da antiga religião entraram na clandestinidade e foram marcados como Bruxas. Festa de Todos os Santos A festa cristã de Todos os Santos foi designado para 01 de novembro. O dia honrado cada santo cristão, especialmente aqueles que não têm outra forma um dia especial dedicado a eles. Esta festa foi feita para substituir a Samhain, para desenhar a devoção dos povos celtas, e, finalmente, para substituí-lo para sempre. Isso não aconteceu, mas as divindades tradicionais celtas estão sendo menos cultuadas e as fadas e duendes estão sendo mais badaladas. Assim, diminuem as Deidades. Portanto, atenção pagãos! Continuem cultuando as Deidades!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Dianus Lucifero


Dianus Lucífero é o antigo Deus das bruxas italianas. Irmão, filho e consorte da Deusa Diana, é o senhor da luz e do esplendor.
Lucifero ou Lúcifer é o antigo nome do deus Romano do Esplendor. Senhor da Estrela Matutina e Vespertina. Foi posteriormente associado ao Diabo Cristão. Vale ressaltar que o Lúcifer (diabo) judaico-cristão, por seu polimorfismos de atuações pode ser considerado o Deus Lucifero, sob uma ótica cristã.
Dianus Lucifero (Divino Portador da Luz) também é conhecido como Dis em seu aspecto de Deus da Morte e do além Mundo e Lupercus em seu aspecto de Criança da Promessa, Portador da Esperança e da Luz.
Dianus Lucifero é dotado de três aspectos:
O Cornífero: Senhor das Florestas Selvagens e Deus da Fertilidade, Sexualidade, Vida e Morte.
O Encapuzado: Senhor dos Campos e das Plantações.
Rei da Colheita e Senhor da Flora;
Rex Nemorensis; semelhante ao Greenman dos celtas.
O Ancião: Senhor da Sabedoria e Guardião dos Santuários.
O Culto da Stregheria ao Deus Dianus Lucifero está intimamente ligado aos antigos Mistérios do Deus Etrusco Tagni, e aos Deuses Clássicos como , Baco, Dioniso e Apolo.

terça-feira, 9 de abril de 2013

PROGRAMAÇÃO DE ABRIL- 2013


14 de ABRIL- DOMINGO- WORKSHOP- SAMHAIN OU FESTIVAL DOS MORTOS de 16 as 18h- (Investimento: 20,00) Com Certificado e Apostila - 

21 de ABRIL- DOMINGO- WORKSHOP- CHACRAS E AS SUAS FUNÇÕES- de 16 as 18 h (Investimento: 30,00) APOSTILA E CERTIFICADO


Dia 28 DE ABRIL: WORKSHOP- MAGIA CIGANA - de 16 as 18h 
Investimento: 40,00 APOSTILA E CERTIFICADO
Facilitadora : Alana Morgana

 INSCRIÇÕES: EMAIL: ZINGARAWITCH@GMAIL.COM
 FONES: 91790660/ 26553156 (21)

quarta-feira, 27 de março de 2013

CÁRITAS - Sabem de onde vem a Prece de CÁRITAS?

CÁRITAS



Etimologia: Em grego Χάριτες (Khárites), cujo singular é kháris.
Funções: Cárites são divindades da beleza, da alegria de viver e é bem possível que, originariamente, tenham sido Deusas da vegetação. Responsabilidade: Vegetação
Pais: Zeus e Eurínome (em algumas versões)
Conjuges: Anquises (em algumas versões)
Filhos: Eneias (Anquises) (em algumas versões)

Em princípio, as Cárites são divindades da beleza, da alegria de viver e é bem possível que, originariamente, tenha sido deusas da vegetação. São representadas quase sempre nuas ou cobertas apenas com leves tecidos ou véus flutuantes.
São jovens, lindas, esbeltas e seguram-se normalmente pelos ombros: duas olham numa direção, mas a do meio olha na direção oposta. Sua função principal é alegrar a vida, os homens e os deuses. Habitam o Olimpo, em companhia das Musas e com estas formam, freqüentemente, coros. Fazem parte do cortejo de Afrodite, Eros e Dionisio. Exercem influência benéfica sobre os trabalhos intelectuais e as obras de arte e, por isso mesmo, acompanham a deusa Atena, protetora inconteste dos trabalhos femininos e da atividade intelectual. Os latinos chamam-nas Gratiae, as Cárites.
Tipo e atributos - Nos monumentos da arte primitiva, as Cárites estavam sempre vestidas, e nós as vemos sob tal aspecto num dos baixos-relevos do altar dos doze deuses no Louvre. O grupo apresenta um caráter que não foi adotado pela arte dos tempos posteriores. Estão todas de frente e tocam as mãos sem enlaçar os braços. Vemos também as Cárites vestidas, numa medalha da época romana.
"Apesar de todas as minhas buscas, diz Pausânias, não pude descobrir quem foi o primeiro escultor ou o primeiro pintor que teve a idéia de representar as Cárites inteiramente nuas. Em todos os monumentos da antiguidade as Cárites estão vestidas. Não sei por que os pintores e escultores que vieram posteriormente mudaram esse modo, pois hoje, e há muito, tanto uns como outros representam as Cárites inteiramente nuas." (Pausânias).
Sabemos que as Cárites esculpidas por Sócrates estavam vestidas, assim como as que Apeles pintara. É provável, portanto, que foi somente depois, em seguida ao domínio macedônio, que se introduziu o uso de as despojar de vestes.
O famoso grupo antigo das três Cárites, que se encontrava na catedral de Siena, foi transportado para o museu desta cidade. Foi nesse grupo que se inspirou Rafael, no primeiro quadro pagão que pintou. De resto existem diversas variantes de tal grupo, e o museu do Louvre possui uma belíssima cópia. Tornamos a ver ainda as três Cárites em Pompéia. Rubens e muitos pintores dos últimos séculos houveram por bem reproduzir as Cárites na sua postura tradicional. Canova, Thorwaldsen e Pradier também as esculpiram, sendo o grupo de Thorwaldsen o mais famoso.
Entre as obras dos últimos séculos, a obra-prima de Germain Pilou, no Louvre, é a única em que as Cárites estão vestidas. e é por isso que elas foram confundidas com as três virtudes teologais, mas no pensamento do artista exprimiam realmente as Cárites. O agrupamento costas com costas não se vê na antiguidade.
Embora as Cárites sejam interpretadas geralmente no sentido de benefícios, personificam tudo quanto constitui o encanto da vida; o seu domínio é tudo quanto é belo e atraente. É por esse título que estão incumbidas do atavio de Afrodite. Vemo-las freqüentemente ligadas a essa deusa, ou colocadas ao lado de Eros. A própria filosofia julgava precisar das Cárites para não ser árida e repulsiva. Platão aconselhava a Xenócrates sacrificar às Cárites. Essas divindades desempenham, assim, múltiplas funções. Tomadas num sentido puramente físico, o século dezoito desnaturou a concepção primitiva dos gregos.
Com efeito, o nome de Cárite significa ao mesmo tempo beneficio e elegância, e os antigos sempre o compreenderam nos dois sentidos. Os artistas dos últimos séculos negligenciaram o primeiro para ater-se exclusivamente ao segundo, ao qual convém regressemos, se quisermos compreender o sentido de certos monumentos antigos. Assim, num baixo-relevo antigo do Vaticano, vemos um enfermo agradecer a Esculápio graça que por este lhe foi concedida. As Cárites estão na postura habitual ao lado do deus da medicina.
Por análogo motivo, as Cárites se prendem. As vezes, a Apolo, que, antes de seu filho Esculápio, presidia as curas. Uma pedra gravada nos mostra as três irmãs, postas na mão direita de uma personagem de estilo arcaico, que julgamos imitação de uma velha estátua de Apolo em Delos. Tendo os atenienses socorridos os habitantes do Quersoneso, estes, para eternizarem a recordação de tal benefício, elevaram um altar com a seguinte inscrição: Altar consagrado às Cárites, por serem elas que presidiam ao reconhecimento. Os espartanos, antes do combate, costumavam oferecer sacrifícios às Cárites, e se o culto delas era tão difundido na Grécia é porque era tomado no sentido de graça concedida.
Tinham as Cárites freqüentemente templos em comum com outras divindades. Eram invocadas no começo do repasto para presidirem à doce alegria e à harmonia das festas. Segundo Píndaro, nunca faltavam nos coros e nos festins dos imortais, donde a presença delas expulsa os cuidados e os pesares. Finalmente, têm por missão proporcionar aos deuses e aos homens tudo quanto torna a vida feliz.
Num vidro antigo, pintado, vemos as três Cárites nuas, de braços entrelaçados. Usam braceletes, e há flores no chão que elas pisam. São evidentemente as Cárites, mas a inscrição lhes dá nomes especiais e significativos: Gelasia (doce sorriso), Lecori (beleza brilhante) e Comasia (alegre conviva). É claro que houve a intenção de representar o que constitui o encanto de um banquete, a alegria, a beleza, a amabilidade.
O número das Cárites varia na mitologia. Certas regiões admitiam apenas duas, mas os monumentos da arte apresentam quase sempre três. Segundo a tradição mais difundida, são filhas de Zeus e Eurinoma, e os seus nomes variam; mas geralmente se chamam Pasitéia, Caris e Aglaé. As Cárites se entrelaçam para indicar os serviços mútuos e o auxílio fraternal que os homens devem uns aos outros. São jovens porque a lembrança de um benefício não pode envelhecer. O símbolo dessas três irmãs inseparáveis exprimia a idéia de serviço prestado, e o papel delas era presidir ao reconhecimento.


terça-feira, 26 de março de 2013

SABE O QUE É O NATAL?



 NATAL

Leia abaixo o que as enciclopédias relatam sobre este dia: 
A festa do Natal foi instituída oficialmente pelo Papa romano Libério no ano 354. Na verdade, a data de 25 de dezembro não se deve a um estrito aniversário cronológico, mas sim à substituição, com motivos cristãos, das antigas festas pagãs - onde os pagãos tributavam homenagem divindades do oriente -- expressam o sincretismo da festividade, de acordo com as medidas de assimilação religiosa adotadas por Constantino. 
A razão provável da adoção do dia 25 de dezembro é que os primeiros cristãos desejaram que a data coincidisse com a festa pagã dos romanos dedicada "ao nascimento do sol inconquistado", que comemorava o solstício do inverno. No mundo romano, a Saturnália, comemorada em 17 de dezembro, era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus iraniano Mitra, o sol da virtude. (©Enciclopédia Britânica do Brasil Publicações Ltda; Artigo-Natal).
"A festa do natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentravam na festa do natal". (Enciclopédia Católica, edição de 1911).
A data atual foi fixada no ano 440 d.C, afim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: A festa Mitraica ( religião Persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos), que celebravam o “NATALIS INVICTIS SOLIS” (nascimento do vitorioso sol) e várias outras festividades decorrentes do solstício de inverno, como a Saturnália em Roma e os cultos solares entre Celtas e os Germânicos. (Enciclopédia Barsa, 1998, volume 11, pág. 274).
Na verdade, a sua instituição no ano 354 pelo Papa Libério talvez se tenha devido à necessidade de cristianizar as festas que vários povos pagãos celebravam por altura do solstício de inverno. Assim, em vez de proibir as festas pagãs, forneceu-lhes um pretexto cristão.

INTERESSANTE, NÃO?

quarta-feira, 13 de março de 2013

XAMANISMO- O QUE É?


A ORIGEM DA PALAVRA XAMÃ
A palavra xamã, usada internacionalmente, atingiu o vocabulário etnológicos através do russo, do tungue-manchu: saman (derivado do verbo Scha, "saber"). Assim xamã significa alguém que sabe. Um sábio. Tentou-se explicar o termo tungue a partir do páli; “schamana” (traduzida para algo como “monge, asceta”). Outras pesquisas etnológicas mostram que a verdadeira origem da palavra Shaman pode ser o sânscrito “sramana”.
Nas outras línguas do centro e do norte da Ásia, os termos correspondentes são: em YacultoOjon (o e o xamã do sexo feminino udujan), Mongolbügä, bögä (buge, bü)Ugadan (também o buriate udayan e o iacuto udoyan, a "mulher-xamã")Turco-tártarokamAltaicokam, Gam, kami etc.. No ButiratesBoo, e naÁsia CentralBakshi. Para os samoanostadibe. Para os lapõesmoitafinlandêstieöjö e húngaros: táltos.





ORAÇÃO XAMÂNICA
Aceito as forças da natureza que guiam meus caminhos
Expresso a vontade do grande espírito em minha jornada
Revelo a pureza de minha alma nas trilhas de meu dia
Me uno aos espíritos da floresta e aceito seus sábios conselhos
Acolho a voz de meus ancestrais e aprendo a ouvir meu coração
Caminho com coragem e supero minhas provações
Confio na luz e me entrego ao amor.




As raízes do xamanismo são arcaicas, e alguns antropólogos chegam a pensar que elas recuam até quase tão longe quanto a própria consciência humana.As origens do xamanismo datam de 40.000 a 50.000 anos, na Idade da Pedra. Antropólogos têm estudado xamanismo nas Américas; do Norte, Central, Sul. Na África, entre os povos aborígines da Austrália, entre os Esquimós, na Indonésia, Malásia, Senegal, Patagonia, Sibéria, Bali, Velha Inglaterra e ao redor da Europa, no Tibet onde o xamanismo Bon segue a linha do Budismo Tibetano, em todos os lugares ao redor do mundo. Seus traços estão presentes nas Grandes religiões”. (Léo Artese)

domingo, 10 de março de 2013

WICCA -SÁBADO dia 16/3/2013


SÁBADO dia 16/3/2013 : Curso sobre Introdução à Religião Wicca com um mês de duração, 1 x por semana de 16 as 19. Investimento: 90,00 / Constará de Certificado e Apostila

História da Bruxaria e Breve História do Paganismo / O que é a Religião WICCA/  MAGIA Branca e Magia Negra /  Bruxaria e Satanismo/ Quem foi Gerald Gardner /  /Tradições e Vertentes da Wicca / Instrumentos Mágikos do Sacerdócios/ Como montar seu Altar/ O SABÁ da BRUXA/  O que são FEITIÇOS e como prepará-los/ O Livro das Sombras/  O Círculo Mágico/  Os 5 elementos e o pentagrama /  A Deusa e o Deus Chifrudo /  Princípios Wiccanos /  A Roda do Ano /  As fases da Lua / O que é um Coven/ A prática em grupo e a prática solitária/ O NOME MÁGIKO / Iniciação / Elevação de energia em um ritual.
www.tradicaoathenapronaia.com

domingo, 24 de fevereiro de 2013

RUNAS-


Fonte: A Sabedoria das Runas - Michael Howard

        A sabedoria das runas foi deixada aos Vikings pelo Deus nórdico Odin, para que os homens a ela recorressem, para se divinizar e para obter um sábio aconselhamento quando necessário.

                      Odin se submeteu a um supremo ato de auto - sacrifício para obter o conhecimento secreto das runas. Permaneceu suspenso, por nove dias e nove noites, pendurado pela lança, de cabeça para baixo no Yggdrasil, a "árvore do mundo", até se dar conta das pedras rúnicas no chão.

                      Esticando-se com dificuldade conseguiu apanhá-las, sendo então libertado pela magia destas pedras e, por iluminação, aprendeu os conhecimentos e poderes mágicos das runas.

                      Odin transmitiu à humanidade esse conhecimento obtido sobre as palavras mágicas e também de como registrar essas palavras através do alfabeto rúnico.

                      Odin distribuiu as vinte e quatro runas entre três deuses: Hagal, Freya e Tyr.

                      Estes três Deuses deram às runas suas energias. Freya, a energia de mãe, de esposa, de amante, e de irmã; Hagal, o conselheiro sábio, correto e energético; Tyr, o jovem guerreiro, corajoso e lutador.

                      A vigésima quinta runa, que é branca, representa Odin.

                      A escrita rúnica é uma das mais antigas conhecidas; tem mais de doze mil anos.

                      A raiz composta RU é de origem indo-européia e significa mistério ou segredo. Os antigos povos usavam acreditavam que as runas possuíam poderes mágicos que poderiam defendê-los de diversos males e os xamãs antigos entalhavam as runas nas embarcações, nas casas, colocavam runas nos leitos dos enfermos, invocando sua proteção, cura, ajuda, etc.


                      Durante muitos séculos, os Xamãs passavam aos seus iniciados o conhecimento das runas, preparando-os para que pudessem usar corretamente esta energia. Segundo os ensinamentos, cada runa está ligada à uma força determinada, havendo um poder específico em cada uma delas, por isso, devem ser usadas de forma correta para que os resultados sejam positivos e satisfatórios.
                     As runas são uma linguagem de magia que levam o ser à evolução interior, para o encontro de um bem maior e jamais poderão ser usadas como meio de comercialização ou charlatanismo porque sua linguagem traduz mensagens de divinação e não adivinhação.

  ODIN  - Chamada as vezes de runa branca, essa pedra es vezes é descartada dos jogos por certos leitores por não estarem certo de suas existência. Outras vezes representada com um ponto ao centro.
                      Odin está associada à lei cósmica ou carma, essa runa refere à colheita do que foi plantado. Desta forma, ela determina todo seu destino, uma confiança absoluta e uma aceitação plena e disponibilidade para encarar o verdadeiro sinal do começo e do fim.

                     A plenitude do TODO.
MANNAZ - Significa o EU, o ser humano. Literalmente, "homem".
                      Desejo de mudanças. Participe, não deixando dominar, tornando a rotina de sua vida mais agradável possível. Realize suas coisas com perfeição e não tenha pressa. Viva mais socialmente.
                      Sentido Invertido: Não culpe o outro; a falha pode ser sua. Faça uma reflexão sobre o seu passado.
                      Planejando melhor o seu futuro, novas e brilhantes ideias surgirão.
GEBO - "Presente". Indica boa sorte, união ou parceria harmoniosa, tanto emocional quanto financeira. Ligada ao amor, esta runa se interpreta por atitudes de fraternidade, força mágica, liberdade e espiritualidade.
                      Sentido Invertido: Não há
ANSUZ - Literalmente, "um deus". Seu significado conduz ao conhecimento e sabedoria, o trilhar no rumo da comunicação com Deus. Ao recebimento de mensagens, sinais, presentes, avisos.
                      Novos caminhos e novas circunstâncias de vida. Aconselhamento de pessoas mais experientes.
                      Sentido Invertido: A ignorância, retratada por maus conselhos, influências negativas. Pesquise melhor suas amizades, seus hábitos e costumes. Modifique-se!
OTHILA - Significa ligações com propriedade, posse. Apego materialista. Possibilidade de recebimento de herança, presentes, e também de separações, rupturas, até mesmo com implicação de morte, uma vez que heranças, de certa forma, são resultados disto.
                      Sentido Invertido:  Desvios, perdas, separações que, para melhoria de si próprio e até de outras pessoas, se fazem necessárias.
URUZ - Iniciação espiritual, teste de força, renascimento, mudanças benéficas, mesmo através de sofrimento, com processo em negócios.
                      Sentido Invertido: Problemas de saúde, insuficiência pessoal, desapontamentos, negócios enfraquecidos.
PERTH- Esta runa se associa ao emocional, ao processo espiritual, em atividade atuante, com mudança para melhor, boas surpresas, ganhos inesperados e lucros.
                      Sentido Invertido: Há necessidade de recuar, para prosseguir. Não se deixe tentar pelas glórias do passado. Possibilidade de obstáculos e de perdas financeiras.
NAUTHIZ - Não há porque lutar contra o destino. Esta runa, associada a Saturno, "o Senhor do Carma", literalmente, "necessidade", indica que tudo tem seu tempo certo. Mas é sempre bom analisar-se e verificar em que você poderá mudar para não atrair problemas. Alguns impedimentos poderão ocorrer. Reconsidere seu planejamento, cuidadosamente.
Sentido Invertido: Procure controlar seus impulsos, esforçando-se para pensar positivamente. Paciência, em dose certa, será bom.
Fertilidade. Energia potencial, realizável. Novas realizações, novas amizades. Período de calma, extroversão, de renascimento.
                      Sentido Invertido: Não há.
EIHWAZ - Transição positiva. Progresso. Mudanças. Viagens. Tenha paciência e calma. O surgimento de novas coisas está acontecendo. Coloque em dia os seus negócios.
                      Sentido Invertido: Não há.
ALGIZ - Proteção e abrigo para quem, num jogo, retira esta runa. Novos desafios e novas oportunidades. Mantenha firme e redobrada a sua atenção e mentalize a certeza de seu progresso.
                      Sentido Invertido: Cuide bem de sua saúde e não assuma responsabilidades que não são suas. Para sua proteção, analise bem suas associações e amizades, desvencilhando-se delas, caso necessário.
FEHU - Esta runa está ligada ao poder, posses e riqueza, possíveis através de investimentos e ganhos por correta administração. Realizações materiais e espirituais. Renovação interior.
                      Sentido Invertido: É importante prevenir-se contra possíveis perdas e frustrações. Abandone o projeto em mente, de difícil realização. Mantenha, entretanto a serenidade e o autocontrole.
WUNJO - Alegrias, bem estar, novas energias, esperanças, harmonia, felicidade. Medite e procure adequar-se as novas circunstâncias.
                      Sentido Invertido: Procure dominar sua ansiedade. Possibilidade de crises e de infelicidade emocional. Honestidade e justiça, bem aplicadas, lhe farão bem.
JERA - Colha, agora, o que - antes - plantou. Sua colheita será, então, o resultado do plantio. Na natureza, tudo é cíclico, com regularidade. A fertilidade é o resultado dessa observância.
                      Sentido Invertido: Não há
KANO - Fogo. Associada a Marte, esta runa simboliza a abertura, o fim dos problemas e dos obstáculos. A liberdade e a felicidade em relacionamentos. E, também, a resolução pendente de problemas.
                      Sentido Invertido: Há que se manter a integridade e o equilíbrio interno. Possibilidade de término de relacionamento. Inconstância.
EIHWAZ - O progresso é fruto de iniciativa, força de vontade, ação, conquista,  coragem e dedicação. As interligações físicas e espirituais determinam paciência, atividade e aumento de poder, promovendo a lei e a justiça. Vá à luta!
                      Sentido Invertido: Fracasso, dificuldade e falta de energia podem ocorrer. Talvez uma separação seja o melhor, para evitar futuros sofrimentos.
BERKANA - Amadurecer ideias é, também, promover o amadurecimento das pessoas. O crescimento espiritual é o renascimento da alma, pronta a habitar um novo corpo físico. Possibilidade de casamento, gravidez. Um especialista deverá ser procurado, caso seja necessário.
                      Sentido Invertido: Possibilidade de separação. Não desanime. Analise bem aquilo que bloqueia e impede a realização de seus projetos pessoais.
EHWAZ - Poderão ocorrer mudanças de casa, atividade, de modo de vida. Haverá, certamente, um movimento e o aparecimento de um novo amor.
                      Sentido Invertido: Movimento poderão ser bloqueados. Situações difíceis e problemas antigos poderão retornar.
LAGUZ - Água. Magnetismo pessoal, capacidade psíquica, intuição, inspiração, alegria de viver, espiritualidade, sabedoria. Possibilidade de união feliz.
                      Sentido Invertido: Não seja inflexível. Nem cego! Nem se esforce mais do que seja capaz.  Possibilidade de falta de intuição, inspiração e de sensibilidade
HALAZ - Ar. É importante que haja compreensão e aceitação para o obstáculo temporário e as limitações naturais das circunstâncias. Promova o autocontrole das situações e de si próprio, contando com a sua ajuda, para solucionar problemas.
                      Sentido Invertido: Não há.
 RAIDO - Roda. Viagens proveitosas; o envio e recebimento de mensagens positivas. Oportunidade para realização de negócios.
                      Sentido Invertido: Desencontros. Cancelamento de compromissos. Ocasião desconfortável a negócios e relacionamentos. Controlar as emoções, pensamentos antes de falar, será de bom proveito.
THURISAZ - Espinho. Ligada a Thor, filho de Odin, esta runa significa ajuda inesperada e proteção. É momento para árduo trabalho. Não se reporte ao passado, com mágoa. É tempo de ter aprendido com ele.
                      Sentido Invertido:  Pode ocorrer perda súbita. Não torne decisões precipitadas, para que não haja, depois, arrependimento. Aguarde os acontecimentos.
DAGAZ - Aurora. Prosperidade, transformação, realização, muito trabalho e próspera atividade. O despertar de uma nova era, feliz e saudável.
                      Sentido Invertido: Não há.
ISA - Gelo. Falta de entusiasmo. Esfriamento, retardamento. Suspensão de planos.  Sacrifícios. Renuncias.
                      Sentido Invertido: Não há.
SOWELU - Sol. Vitória! Força espiritual, afastamento as trevas da ignorância. Novo impulso à auto-valorização, auto-expressão, reconhecimento e valorização pessoal.
                      Sentido Invertido:  Não há.
Pratiquem! Estudem esses símbolos e que faça parte de sua vida! Oráculo antiquíssimo!

TURMAS DE FORMAÇÃO DE BRUXAS ECLÉTICAS 2018