quarta-feira, 27 de março de 2013

CÁRITAS - Sabem de onde vem a Prece de CÁRITAS?

CÁRITAS



Etimologia: Em grego Χάριτες (Khárites), cujo singular é kháris.
Funções: Cárites são divindades da beleza, da alegria de viver e é bem possível que, originariamente, tenham sido Deusas da vegetação. Responsabilidade: Vegetação
Pais: Zeus e Eurínome (em algumas versões)
Conjuges: Anquises (em algumas versões)
Filhos: Eneias (Anquises) (em algumas versões)

Em princípio, as Cárites são divindades da beleza, da alegria de viver e é bem possível que, originariamente, tenha sido deusas da vegetação. São representadas quase sempre nuas ou cobertas apenas com leves tecidos ou véus flutuantes.
São jovens, lindas, esbeltas e seguram-se normalmente pelos ombros: duas olham numa direção, mas a do meio olha na direção oposta. Sua função principal é alegrar a vida, os homens e os deuses. Habitam o Olimpo, em companhia das Musas e com estas formam, freqüentemente, coros. Fazem parte do cortejo de Afrodite, Eros e Dionisio. Exercem influência benéfica sobre os trabalhos intelectuais e as obras de arte e, por isso mesmo, acompanham a deusa Atena, protetora inconteste dos trabalhos femininos e da atividade intelectual. Os latinos chamam-nas Gratiae, as Cárites.
Tipo e atributos - Nos monumentos da arte primitiva, as Cárites estavam sempre vestidas, e nós as vemos sob tal aspecto num dos baixos-relevos do altar dos doze deuses no Louvre. O grupo apresenta um caráter que não foi adotado pela arte dos tempos posteriores. Estão todas de frente e tocam as mãos sem enlaçar os braços. Vemos também as Cárites vestidas, numa medalha da época romana.
"Apesar de todas as minhas buscas, diz Pausânias, não pude descobrir quem foi o primeiro escultor ou o primeiro pintor que teve a idéia de representar as Cárites inteiramente nuas. Em todos os monumentos da antiguidade as Cárites estão vestidas. Não sei por que os pintores e escultores que vieram posteriormente mudaram esse modo, pois hoje, e há muito, tanto uns como outros representam as Cárites inteiramente nuas." (Pausânias).
Sabemos que as Cárites esculpidas por Sócrates estavam vestidas, assim como as que Apeles pintara. É provável, portanto, que foi somente depois, em seguida ao domínio macedônio, que se introduziu o uso de as despojar de vestes.
O famoso grupo antigo das três Cárites, que se encontrava na catedral de Siena, foi transportado para o museu desta cidade. Foi nesse grupo que se inspirou Rafael, no primeiro quadro pagão que pintou. De resto existem diversas variantes de tal grupo, e o museu do Louvre possui uma belíssima cópia. Tornamos a ver ainda as três Cárites em Pompéia. Rubens e muitos pintores dos últimos séculos houveram por bem reproduzir as Cárites na sua postura tradicional. Canova, Thorwaldsen e Pradier também as esculpiram, sendo o grupo de Thorwaldsen o mais famoso.
Entre as obras dos últimos séculos, a obra-prima de Germain Pilou, no Louvre, é a única em que as Cárites estão vestidas. e é por isso que elas foram confundidas com as três virtudes teologais, mas no pensamento do artista exprimiam realmente as Cárites. O agrupamento costas com costas não se vê na antiguidade.
Embora as Cárites sejam interpretadas geralmente no sentido de benefícios, personificam tudo quanto constitui o encanto da vida; o seu domínio é tudo quanto é belo e atraente. É por esse título que estão incumbidas do atavio de Afrodite. Vemo-las freqüentemente ligadas a essa deusa, ou colocadas ao lado de Eros. A própria filosofia julgava precisar das Cárites para não ser árida e repulsiva. Platão aconselhava a Xenócrates sacrificar às Cárites. Essas divindades desempenham, assim, múltiplas funções. Tomadas num sentido puramente físico, o século dezoito desnaturou a concepção primitiva dos gregos.
Com efeito, o nome de Cárite significa ao mesmo tempo beneficio e elegância, e os antigos sempre o compreenderam nos dois sentidos. Os artistas dos últimos séculos negligenciaram o primeiro para ater-se exclusivamente ao segundo, ao qual convém regressemos, se quisermos compreender o sentido de certos monumentos antigos. Assim, num baixo-relevo antigo do Vaticano, vemos um enfermo agradecer a Esculápio graça que por este lhe foi concedida. As Cárites estão na postura habitual ao lado do deus da medicina.
Por análogo motivo, as Cárites se prendem. As vezes, a Apolo, que, antes de seu filho Esculápio, presidia as curas. Uma pedra gravada nos mostra as três irmãs, postas na mão direita de uma personagem de estilo arcaico, que julgamos imitação de uma velha estátua de Apolo em Delos. Tendo os atenienses socorridos os habitantes do Quersoneso, estes, para eternizarem a recordação de tal benefício, elevaram um altar com a seguinte inscrição: Altar consagrado às Cárites, por serem elas que presidiam ao reconhecimento. Os espartanos, antes do combate, costumavam oferecer sacrifícios às Cárites, e se o culto delas era tão difundido na Grécia é porque era tomado no sentido de graça concedida.
Tinham as Cárites freqüentemente templos em comum com outras divindades. Eram invocadas no começo do repasto para presidirem à doce alegria e à harmonia das festas. Segundo Píndaro, nunca faltavam nos coros e nos festins dos imortais, donde a presença delas expulsa os cuidados e os pesares. Finalmente, têm por missão proporcionar aos deuses e aos homens tudo quanto torna a vida feliz.
Num vidro antigo, pintado, vemos as três Cárites nuas, de braços entrelaçados. Usam braceletes, e há flores no chão que elas pisam. São evidentemente as Cárites, mas a inscrição lhes dá nomes especiais e significativos: Gelasia (doce sorriso), Lecori (beleza brilhante) e Comasia (alegre conviva). É claro que houve a intenção de representar o que constitui o encanto de um banquete, a alegria, a beleza, a amabilidade.
O número das Cárites varia na mitologia. Certas regiões admitiam apenas duas, mas os monumentos da arte apresentam quase sempre três. Segundo a tradição mais difundida, são filhas de Zeus e Eurinoma, e os seus nomes variam; mas geralmente se chamam Pasitéia, Caris e Aglaé. As Cárites se entrelaçam para indicar os serviços mútuos e o auxílio fraternal que os homens devem uns aos outros. São jovens porque a lembrança de um benefício não pode envelhecer. O símbolo dessas três irmãs inseparáveis exprimia a idéia de serviço prestado, e o papel delas era presidir ao reconhecimento.


terça-feira, 26 de março de 2013

SABE O QUE É O NATAL?



 NATAL

Leia abaixo o que as enciclopédias relatam sobre este dia: 
A festa do Natal foi instituída oficialmente pelo Papa romano Libério no ano 354. Na verdade, a data de 25 de dezembro não se deve a um estrito aniversário cronológico, mas sim à substituição, com motivos cristãos, das antigas festas pagãs - onde os pagãos tributavam homenagem divindades do oriente -- expressam o sincretismo da festividade, de acordo com as medidas de assimilação religiosa adotadas por Constantino. 
A razão provável da adoção do dia 25 de dezembro é que os primeiros cristãos desejaram que a data coincidisse com a festa pagã dos romanos dedicada "ao nascimento do sol inconquistado", que comemorava o solstício do inverno. No mundo romano, a Saturnália, comemorada em 17 de dezembro, era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus iraniano Mitra, o sol da virtude. (©Enciclopédia Britânica do Brasil Publicações Ltda; Artigo-Natal).
"A festa do natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentravam na festa do natal". (Enciclopédia Católica, edição de 1911).
A data atual foi fixada no ano 440 d.C, afim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: A festa Mitraica ( religião Persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos), que celebravam o “NATALIS INVICTIS SOLIS” (nascimento do vitorioso sol) e várias outras festividades decorrentes do solstício de inverno, como a Saturnália em Roma e os cultos solares entre Celtas e os Germânicos. (Enciclopédia Barsa, 1998, volume 11, pág. 274).
Na verdade, a sua instituição no ano 354 pelo Papa Libério talvez se tenha devido à necessidade de cristianizar as festas que vários povos pagãos celebravam por altura do solstício de inverno. Assim, em vez de proibir as festas pagãs, forneceu-lhes um pretexto cristão.

INTERESSANTE, NÃO?

quarta-feira, 13 de março de 2013

XAMANISMO- O QUE É?


A ORIGEM DA PALAVRA XAMÃ
A palavra xamã, usada internacionalmente, atingiu o vocabulário etnológicos através do russo, do tungue-manchu: saman (derivado do verbo Scha, "saber"). Assim xamã significa alguém que sabe. Um sábio. Tentou-se explicar o termo tungue a partir do páli; “schamana” (traduzida para algo como “monge, asceta”). Outras pesquisas etnológicas mostram que a verdadeira origem da palavra Shaman pode ser o sânscrito “sramana”.
Nas outras línguas do centro e do norte da Ásia, os termos correspondentes são: em YacultoOjon (o e o xamã do sexo feminino udujan), Mongolbügä, bögä (buge, bü)Ugadan (também o buriate udayan e o iacuto udoyan, a "mulher-xamã")Turco-tártarokamAltaicokam, Gam, kami etc.. No ButiratesBoo, e naÁsia CentralBakshi. Para os samoanostadibe. Para os lapõesmoitafinlandêstieöjö e húngaros: táltos.





ORAÇÃO XAMÂNICA
Aceito as forças da natureza que guiam meus caminhos
Expresso a vontade do grande espírito em minha jornada
Revelo a pureza de minha alma nas trilhas de meu dia
Me uno aos espíritos da floresta e aceito seus sábios conselhos
Acolho a voz de meus ancestrais e aprendo a ouvir meu coração
Caminho com coragem e supero minhas provações
Confio na luz e me entrego ao amor.




As raízes do xamanismo são arcaicas, e alguns antropólogos chegam a pensar que elas recuam até quase tão longe quanto a própria consciência humana.As origens do xamanismo datam de 40.000 a 50.000 anos, na Idade da Pedra. Antropólogos têm estudado xamanismo nas Américas; do Norte, Central, Sul. Na África, entre os povos aborígines da Austrália, entre os Esquimós, na Indonésia, Malásia, Senegal, Patagonia, Sibéria, Bali, Velha Inglaterra e ao redor da Europa, no Tibet onde o xamanismo Bon segue a linha do Budismo Tibetano, em todos os lugares ao redor do mundo. Seus traços estão presentes nas Grandes religiões”. (Léo Artese)

domingo, 10 de março de 2013

WICCA -SÁBADO dia 16/3/2013


SÁBADO dia 16/3/2013 : Curso sobre Introdução à Religião Wicca com um mês de duração, 1 x por semana de 16 as 19. Investimento: 90,00 / Constará de Certificado e Apostila

História da Bruxaria e Breve História do Paganismo / O que é a Religião WICCA/  MAGIA Branca e Magia Negra /  Bruxaria e Satanismo/ Quem foi Gerald Gardner /  /Tradições e Vertentes da Wicca / Instrumentos Mágikos do Sacerdócios/ Como montar seu Altar/ O SABÁ da BRUXA/  O que são FEITIÇOS e como prepará-los/ O Livro das Sombras/  O Círculo Mágico/  Os 5 elementos e o pentagrama /  A Deusa e o Deus Chifrudo /  Princípios Wiccanos /  A Roda do Ano /  As fases da Lua / O que é um Coven/ A prática em grupo e a prática solitária/ O NOME MÁGIKO / Iniciação / Elevação de energia em um ritual.
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TURMAS DE FORMAÇÃO DE BRUXAS ECLÉTICAS 2018