A RODA DO ANO WICCA

Não podemos considerar a Wicca “nova”. Ela é uma religião Xamânica, logo, se conectando com os fenômenos da Natureza, acreditando em Uma Deusa e Um Deus seu consorte.
A Wicca, formada por Gerald Gardner no final de 1950, quando foi revogada a Lei contra a Bruxaria. Gerald Gardner foi seu fundador. Antropólogo e estudioso da Antiga Religião, este homem junto com Margareth Murray, egiptóloga, difundiram a Antiga Religião. Em 1921, Murray, publicou o Culto à Feiticeira na Europa Ocidental. Foi uma das pessoas que mais lutaram mostrando que havia um culto das feiticeiras e que o Sagrado Feminino e o culto ao Deus e a Deusa existiram.
A Tradição Athena Pronaia afirma que a Deusa é uma só, manifestada em todo planeta, com nomes e cultos diferentes. O mesmo se aplica ao Deus Cornífero e assim como Ela, Ele também passa pelas fases de Jovem, Pai e Ancião. Juntos têm Criança da Promessa, formando assim a Tríade Sagrada.
Há a crença de uma energia Universal que chamamos de Una. A Grande Mãe e o Deus Pai, formando assim o Casal Divino.
A Wicca, celebra as noites de Lua Cheia, uma das representações da Deusa em sua fase  Mãe. Chamado de Esbá, somente as mulheres podem olhar direto para a Deusa, os homens, olham através da taça com água ou vinho branco eu através de um espelho.
A Roda do Ano celebra as Estações do Ano, contando a saga da Deusa e do Deus e Seu Filho Sagrado. Tem também vários aspectos, pois fazem parte da natureza humana, formar grupos, juntar-se e daí viver sociedade. Para que isso se tornasse possível, a colheita, a agricultura, sempre foi a motivação para que houvesse celebrações, e assim, honrando a Natureza em todos os seus aspectos. Obviamente, o aspecto mágiko está incluso.
No Hemisfério Norte as datas são diferentes. Há Wiccanos do Hemisfério Sul que não rodam pelo Norte, mas isso não é empecilho para a celebração da Wicca.
Assim é a Roda do Ano com a Saga da Deusa e do Deus. Com seus Mistérios, cada Tradição contem suas variações e segredos. Mas todas celebram as fases misteriosas do Casal Divino e da Criança da Promessa.
Eis os Símbolos Wiccanos das Celebrações:
Com esses símbolos, pode-se colocar em seu Livro de Sombras ou em ao comemorar aquele festival ou relatar alguma coisa concernente a celebração.

A RODA DO ANO
SAMHAIN: H.S. 30 de ABRIL/ H.N. 31 de OUTUBRO

Festival dos Mortos e Ano Novo e há uma linha tênue e os véus entre os mundos. Neste dia, os mortos estão soltos vêm pra estar em nosso plano. Podemos neste dia, vamos honrar os, nossos mortos, a ancestralidade é celebrada; a Deusa está em seu aspecto de Anciã Sábia. Neste período de recolhimento interior.
O Deus está morto e Ela pranteia a Sua Morte dando lugar ao Inverno que chega, trazendo recolhimento e introspecção. A Deusa rege neste período. Ele segue para Summerland ou Campos Elísios, aonde tudo é doce e suave.
Este festival foi cristianizado como “Dia de Todas as Almas” ou Dia de Todos os Santos. Se observarmos é o fim e um recomeço de forma simultânea.
Como enfeitar e celebrar?
Cores das velas toalhas e decorações: Preta, lilás e laranjas.
A decoração de caveiras; abóboras esculpidas, lanternas, morcegos, corujas, vassouras e bruxas na vassoura. Fotos dos Ancestrais, colocados na mesa do altar como oferta de maçãs.
Comida: Peru, pato; torta de abóbora; pão de milho; vinho, cidra; purês e assados.
No Altar, coloquem fotos de seus antepassados. Uma tigela cheia de belas maçãs em frente das fotos. Pode acender velas brancas.
Celebrem! Celebrem! Nós seremos Ancestrais um dia!
  YULE H. S. 21/JUNHO (SOLSTÍCIO DE INVERNO)

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